Páginas


segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Programas de qualidade de vida

Médias e grandes empresas aumentam produtividade e lucro com programas de qualidade de vida para funcionários.
 

Empresas de médio e de grande porte registram baixos índices de absenteísmo de funcionários e melhora considerável na motivação, criatividade e produtividade das equipes de trabalho – e também nos lucros – ao investirem em programas de qualidade de vida para seus colaboradores. Grupos ou clubes de corrida têm virado uma febre entre as companhias, como o Grupo Caixa Seguros. 

Em um domingo, no último dia 30 de agosto, por exemplo, o Grupo promoveu a 1ª Corrida Viva Bem, em Brasília (DF). Pela primeira vez, uma competição antes voltada apenas para colaboradores e familiares abriu inscrições ao público de todo o País. Foi a forma de a companhia comemorar o segundo aniversário do programa de qualidade de vida Viva Bem. "Uma multidão de  1.300 corredores de rua participou em um domingo ensolarado, às 8h. E no mesmo dia, Brasília sediava outras duas provas semelhantes, ou seja, foi um sucesso imenso", comemora Denise Dantas, superintendente de Recursos Humanos do Grupo.

O interessante é que os colaboradores selecionados não fazem parte do clube de corrida da empresa. "O critério para participar é ser sedentário ou não praticar a corrida. A proposta é estimular a adoção de hábitos saudáveis e a prática de esporte por parte desse pessoal, assim como o fizeram os que integram o clube de corrida", explica Andréia Azevedo, Gerente de Remuneração e Benefícios.

Assim que anunciou internamente que a companhia arcaria com a participação de dez colaboradores no Desafio Super 40, surgiram vinte interessados. "Foi sensacional! Tivemos o dobro de adesão em relação ao ano passado. Isso mostra que o programa Viva Bem está motivando nosso corpo funcional a mudar de vida", diz Andréia Azevedo.

Além do clube de corrida, o Grupo Caixa Seguros mantém programa antitabagismo, coral e outras 13 iniciativas no programa Viva Bem. O efeito imediato dessa política de qualidade de vida foi a redução pela metade dos atendimentos médicos e das faltas ao serviço, em dois anos, além do aumento da produtividade e, consequentemente, dos lucros.

O Grupo, que havia lucrado R$ 3,1 milhões em 2006, fechou o ano passado com R$ 5,1 milhões. "Acreditamos que as ações de qualidade de vida, colaborou para esse crescimento", afirma Andréia Azevedo. Atualmente, 71% dos colaboradores estão satisfeitos com a companhia e 82% têm a mesma opinião em relação aos benefícios do programa de qualidade de vida. Leia mais abaixo ao depoimento da funcionária do Grupo Caixa Seguros, Marla Neves.

O efeito positivo para os negócios é ainda mais impactante se o ramo de atuação da empresa está relacionado à promoção de boas condições de vida ao cliente.  Ao promover a qualidade de vida dos funcionários, a companhia desperta neles uma percepção mais profunda sobre os objetivos dos negócios ali desenvolvidos. E, ao mesmo tempo, chama a atenção dos clientes para sua política ou filosofia de promover o bem-estar coletivo, o que gera um retorno à imagem de valor incalculável, opina Denise Dantas, Superintendente de RH.

Outras empresas seguem o exemplo

Assim como o Grupo Caixa Seguros, outras companhias organizam para os funcionários clubes de corrida, programas antitabagistas, ações culturais, assistência psicológica e jurídica, entre outras.

Petrobras, BNDES e Embratel são algumas grandes que desenvolvem programas ligados ao bem-estar dos colaboradores de olho nas vantagens competitivas. Entre as médias empresas, destaca-se o Laboratório Sabin, líder em análises clínicas no Distrito Federal e premiado diversas vezes pelo cuidado com o bem-estar dos funcionários.

O Laboratório Sabin também colhe os frutos de uma política de bem-estar laboral consistente, com investimento anual de R$ 3,5 milhões. Grupo de corrida, ações de auxílio à maternidade e ao casamento, previdência privada, realização de exames, educação superior a até Dia de Noiva são algumas iniciativas da empresa para promover a qualidade de vida dos seus 751 colaboradores. Essas ações trouxeram resultados expressivos: em 2008, o índice de faltas de funcionários nas 56 unidades do laboratório foi de apenas 0,85%.

Helenildes Ribeiro, coletora do Laboratório, ganhou ingressos para ir ao teatro com o marido. A distribuição faz parte de uma ação cultural regular do Sabin e foi uma experiência inesquecível: "Foi realmente maravilhoso. Há doze anos eu e meu marido não saíamos sozinhos, sem as crianças. A última vez tinha sido no lançamento do filme Titanic", relembra Helenildes.

Demissão zero

Experiências como essa fortalecem o vínculo entre o colaborador e a empresa e atribuem um novo valor a essa relação. Segundo a psicóloga e analista de RH Raquel Vilas Boas, o ganho que não pode ser mensurado em números absolutos é muito valioso, como a satisfação do colaborador ao praticar esportes ou ir ao teatro incentivado pela empresa. "Benefícios intangíveis são responsáveis por reter talentos na empresa", lembra Raquel. Os números do Laboratório Sabin confirmam essa teoria - nos últimos três anos, não houve turn over na área técnica da empresa, ou seja: nenhuma demissão ou nova contratação.

Tanto no Laboratório Sabin quanto no Grupo CAIXA SEGUROS, o investimento no bem-estar da equipe é uma prioridade e está sempre aliado à estratégia do negócio. "Isso fortalece a cultura organizacional. Faz com que os colaboradores compreendam melhor a estratégia da empresa e sintam-se reconhecidos", conclui Raquel Vilas Boas.

 

HSM Online
21/09/2009

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obs: Comentários dos leitores não refletem as opiniões do blog