Muitas empresas implantam o programa 5S em suas dependências, implantam! Com o passar do tempo, sem uma manutenção adequada nos processos, controles e formas de avaliações ineficazes o programa acaba. Sabe-se que para uma retomada, seja ela qual for, por exemplo: um cliente que compra regularmente e por algum motivo não compra mais e as equipes de vendas não se atem para ele, a reconquista desse cliente acaba ficando mais difícil e onerosa para a empresa, o mesmo ocorre com a retomada ao programa.
Ao contrário de somente implantar deve-se implementar, ou seja, criar a cultura do uso desse novo processo e/ou programa. Não adianta nada termos trabalhado dias ou meses a fio em um projeto para que depois ninguém o use. É necessário convencer os usuários que é melhor para eles usar o novo processo.
O programa 5S antecede a qualquer tipo de programa de qualidade que se deseja implementar na empresa. Para mostrar um pouco desse maravilhoso programa falemos um pouco de sua historia e conceitos.
O Programa "5 S" surgiu no Japão, no final da década de 60, por Kaoru Ishikawa quando notou-se que as fábricas japonesas eram muito sujas e desorganizadas. A administração e os operários das mesmas conviviam com essa realidade, sem perceber. A implantação do programa contribuiu para a recuperação das empresas, através da mudança de hábitos e da prática diária de bons costumes.
O 5S é uma ferramenta de trabalho que permite desenvolver um planejamento sistemático de classificação, ordem, limpeza, permitindo assim de imediato maior produtividade, segurança, clima organizacional, motivação dos funcionários e conseqüente melhoria da competitividade organizacional. Os propósitos da metodologia 5S são de melhorar a eficiência através da destinação adequada de materiais (separar o que é necessário do desnecessário), organização, limpeza e identificação de materiais e espaços e a manutenção e melhoria do próprio 5S.
Os principais benefícios da metodologia 5S são:
§ 1. Maior produtividade pela redução da perda de tempo procurando por objetos. Só ficam no ambiente os objetos necessários e ao alcance da mão.
§ 2. Redução de despesas e melhor aproveitamento de materiais. O acúmulo excessivo de materiais tende à degeneração.
§ 3. Melhoria da qualidade de produtos e serviços
§ 4. Menos acidentes do trabalho.
§ 5. Maior satisfação das pessoas com o trabalho.
Os 5 Ss são:
§ Seiri: Senso de utilização. Refere-se à prática de verificar todas as ferramentas, materiais, etc. na área de trabalho e manter somente os itens essenciais para o trabalho que está sendo realizado. Tudo o mais é guardado ou descartado. Este processo conduz a uma diminuição dos obstáculos à produtividade do trabalho.
§ Seiton: Senso de ordenação. Enfoca a necessidade de um espaço organizado. A organização, neste sentido, refere-se à disposição das ferramentas e equipamentos em uma ordem que permita o fluxo do trabalho. Ferramentas e equipamentos deverão ser deixados nos lugares onde serão posteriormente usados. O processo deve ser feito de forma a eliminar os movimentos desnecessários.
§ Seiso: Senso de limpeza. Designa a necessidade de manter o mais limpo possível o espaço de trabalho. A limpeza, nas empresas japonesas, é uma atividade diária. Ao fim de cada dia de trabalho, o ambiente é limpo e tudo é recolocado em seus lugares, tornando fácil saber o que vai aonde, e saber onde está aquilo o que é essencial. O foco deste procedimento é lembrar que a limpeza deve ser parte do trabalho diário, e não uma mera atividade ocasional quando os objetos estão muito desordenados.
§ Seiketsu: Senso de Normalização. Criar normas e sistemáticas em que todos devem cumprir. Tudo deve ser devidamente documentado. A gestão visual é fundamental para fácil entendimento de cada norma.
§ Shitsuke: Senso de autodisciplina ou hábito,costume. Refere-se à manutenção e revisão dos padrões. Uma vez que os 4 Ss anteriores tenham sido estabelecidos, transformam-se numa nova maneira de trabalhar, não permitindo um regresso às antigas práticas. Entretanto, quando surge uma nova melhoria, ou uma nova ferramenta de trabalho, ou a decisão de implantação de novas práticas, pode ser aconselhável a revisão dos quatro princípios anteriores.
Juntamente com este programa podemos direcionar a atenção para a coleta seletiva do lixo, ou seja, separar o lixo para a reciclagem. O CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE-CONAMA, no uso das atribuições que lhe conferem a Lei no 6.938, de 31 de agosto de 1981, e tendo em vista o disposto na Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, e no Decreto no 3.179, de 21 de setembro de 1999, e Considerando que a reciclagem de resíduos deve ser incentivada, facilitada e expandida no país, para reduzir o consumo de matérias-primas, recursos naturais não-renováveis, energia e água.
Cores da Reciclagem: Padrão baseado em normais internacionais - resolução CONAMA
Azul – papel e papelão
Verde – vidro
Vermelho – plástico
Amarelo – metal
Preto – madeira
Branco – resíduos ambulatoriais e de serviços de saúde
Roxo – resíduos radioativos
Marrom – resíduos orgânicos
Cinza – resíduo geral não reciclável ou contaminado, não passível de separação
Os 3 R´s da reciclagem:
R-eduzir, R-eutilizar e R-eciclar
§ Reduzir o desperdício,
§ Reutilizar sempre que for possível antes de jogar fora, e
§ Reciclar, ou melhor: separar para a reciclagem, pois, na verdade, o indivíduo não recicla (a não ser os artesãos de papel reciclado).
Os 3 R’s tem uma relação muito estreita com os conceitos 5S. Portanto com medidas simples e padronizações adequadas para cada modelo de programa, podemos, além de implementar o programa 5S também, em paralelo, agregar o programa de coleta seletiva do lixo. Julgo este modelo como o mais adequado na implementação, desse simples mais maravilhoso programa de qualidade.
Fonte de pesquisa: Portal São Francisco, CONAMA, Wikipédia, Oficina da Net, EkoLix
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