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quinta-feira, 15 de abril de 2010

Labor em Equipe

Por Paulo Sergio Buhrer

Imagine se, no momento de uma cirurgia do seu filho, pai, mãe ou alguém que você ama, médicos, enfermeiros, ajudantes, todos começassem a discutir e dizer, por exemplo: "Ah, essa tesoura é minha, não use" ou "Ei, esse bisturi é meu, ninguém toca nele" ou ainda "Acho que vou dar uma paradinha na cirurgia, o filho não é meu mesmo".

Infelizmente, em muitas empresas as pessoas, pelos motivos mais banais possíveis, agridem-se verbalmente, quando não chegam às vias de fato, colocando a vida do "paciente" em risco.

Nada justifica forma alguma de agressão entre os colaboradores de uma mesma empresa, aliás, não há motivos para um ser humano agredir o outro. Contudo, pelo estresse do cotidiano moderno, os indivíduos não pensam antes de dar respostas. Ofendem quem amam, maltratam quem adoram e agem agressivamente diante de situações, quase sempre, triviais.

Parece não crível, mas, em muitas empresas, colaboradores se atritam porque não querem dividir o trabalho, as ferramentas, os produtos que fabricam ou as mercadorias que comercializam, acreditando que eles são os donos daquilo. No trabalho, enquanto uns dão um duro danado no labor, outros brincam de trabalhar e até satirizam os que estão empenhados. Uma certeza no ambiente de trabalho é que, toda vez que alguém estiver à sombra, descansando em horário de serviço, há outro colaborador sobrecarregado.

Trabalhar em equipe é uma necessidade premente. Os resultados são sempre melhores. Mas, como cada ser humano tem sua personalidade e, na maioria das vezes, não se assemelha à dos seus pares nas empresas, o mais sensato parece ser seguir normas, regras de integração no trabalho, manual de comportamento nas organizações, etc.

Ainda que o desejável seja a capacidade individual dos colaboradores em saber se comportar dignamente no ambiente empresarial, respeitando seus colegas e não agredindo o ser humano que trabalha ao seu lado na empresa, seguir normas e regras, quando essas são bem elaboradas, surge como uma boa alternativa.

O trabalho em equipe também requer um grande líder. Uma equipe é o espelho dos seus líderes. Então, quando uma equipe é ruim, seu líder é ruim? Não exatamente, porque o líder é, normalmente, o espelho dos donos da empresa, da autonomia que lhe dão e da abertura que lhe oferecem para que possa liderar. É claro que há líderes péssimos, que, mesmo com toda a autonomia que lhes é conferida, não são capazes de "cuidar" dos seus liderados.

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